Ex-atleta, João Derly adere à campanha antirracista

Ex-atleta, João Derly adere à campanha antirracista

Um protesto vindo dos Estados Unidos chamou a atenção do ex-atleta e bicampeão mundial de judô, o gaúcho João Derly. O Milwaukee Bucks, time da liga profissional norte-americana de basquete (NBA), decidiu não entrar em quadra para enfrentar o Orlando Magic nas finais da liga. A decisão dos jogadores aconteceu em apoio aos novos protestos antirracistas que tem ocorrido nos EUA após mais um episódio de violência no país: a polícia do estado de Wisconsin atirou, pelas costas, sete vezes em Jacob Blake, um homem negro. Em apoio ao Milwaukee Bucks, os jogadores da NBA cancelaram todos os jogos que aconteceriam na quarta-feira.

No Brasil, o ex-atleta João Derly manifestou-se em suas redes sociais falando com um recado claro: “Não basta não ser racista. É preciso ser antirracista”. Derly afirmou, em vídeo, que “no esporte, infelizmente, a gente também vê manifestações de racismo. Negar essa realidade é ser conivente com um tipo de violência muito cruel”.

Ao apresentar dados sobre o racismo no Brasil, João Derly pediu a adesão a uma petição pública global que pede o fim do racismo. A petição foi lançada a partir de uma iniciativa da Irmã Nilva Dal Bello, de Guaíba. Ela faz parte da Congregação das Irmãs de São José de Chambéry do Brasil e Bolívia. A Congregação tem Status Consultivo Geral junto ao Conselho Econômico e Social das Nações Unida (ECOSOC) na ONU.

“Episódios de racismo têm acontecido sistematicamente no Brasil e nos EUA. Ou damos visibilidade a isso e assumimos, cada um de nós, seu papel nessa causa que tem de ser de todos, ou nada mudará. Os dados estão aí para mostrar uma realidade muito dura: no Brasil, os negros são os mais atingidos pela Covid-19; mesmo sendo maioria na população (56%), apenas 1,8% dos médicos no Brasil são negros; em 2019, o desemprego entre negros, segundo o IBGE, foi de 26,1%, mais que o dobro da média nacional (11%). Só que, por trás de cada número desses, existem vidas sendo perdidas, expectativas sendo negadas, sonhos sendo interrompidos. Não podemos nos calar diante disso”, acrescentou Derly.

O ex-judoca já convocou atletas e ex-atletas de diferentes modalidades esportivas a se juntarem à causa. “O esporte tem dando mostras de sua força. Os jogadores da liga profissional de Futebol Americano protestaram após a morte de George Floyd. Agora foram os jogadores da NBA. Aqui no Brasil, precisamos fazer nossa parte: usar o esporte e a visibilidade que temos para sensibilizar as pessoas e convencer o maior número possível de pessoas a se somarem a essa justa e urgente causa”, destacou.

A Congregação das Irmãs de São José de Chambéry está presente na América Latina, EUA e Europa. Elas lançaram a petição em diversos países. “A situação mundial nos convoca a tomar um posicionamento contra todas as formas de violência. De forma especial o racismo e a xenofobia. Ao envolver-se nessa ação humanitária, podemos construir um caminho de menos dor, de justiça e de reparação”, disse a Irmã Nilva Dal Bello.

Para assinar a petição, acesse: https://bit.ly/PareoRacismoJa

Contato para entrevistas:
Irmã Nilva: (51) 99941-2275
João Derly: (51) 99334-2826

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